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  • guilhermelima01

Dormência pós cirurgia que pode envolver principalmente o lábio superior e o lábio inferior.

A primeira consideração quando falamos de lesão neurológica é anatômica com relação ao lábio superior e inferior, os quais apresentam comportamentos distintos com relação a sua inervação e recuperação neurológica.


O lábio superior tem sua inervação sensitiva derivada do nervo infra-orbitário, cujas variáveis ramificações tomam um trajeto intra muscular e  subcutâneo (abaixo da pele) até alcançarem o lábio. A probabilidade de rompimento deste nervo é pequena a inexistente, sendo a dormência do mesmo quase sempre transitória e relacionada a manipulação dos tecidos durante a cirurgia. O tempo médio de dormência pós cirurgia ortognática no lábio superior (2 a 6 meses) varia com a idade do paciente, gênero, tempo de cirurgia e experiência do cirurgião.


O lábio inferior é inervado sensitivamente a partir do nervo alveolar inferior que tem um trajeto intra-ósseo, entrando pelo forame mandibular e saindo pelo forame mentoniano como nervo mentoniano o qual poderá ter até três ramificações, responsáveis diretas pela inervação do lábio inferior. A probabilidade de rompimento desse nervo (apesar de pequena), pode acontecer em função de cada paciente devido ao trajeto variável desse nervo dentro do canal mandibular, que está localizado no interior da mandíbula, sobre o qual realizamos o corte no osso.


Estudos da anatomia mandibular mostram um trajeto muito variável deste nervo dentro da mandíbula. Cabe ao cirurgião localizar o mesmo e alterar o trajeto e ou tipo de corte na estrutura óssea, assim evitando lesões ao nervo alveolar inferior.

O tempo médio de dormência pós cirurgia ortognática no lábio inferior  (4 a 12 meses) varia com a idade do paciente, gênero, tempo de cirurgia e experiência do cirurgião, porém aqui existe uma probabilidade de alterações permanentes, caracterizando o que chamamos de sensibilidade alterada permanente com diminuição da sensibilidade, alteração da sensibilidade tanto espontânea quanto estimulada e a rara mais possível presença de disestesia (formigamento/ queimação) e alodinia (dor) tanto espontânea quanto ao estímulo do lábio inferior.


O ponto chave/ crucial na determinação dos riscos é onde estas estruturas neurológicas estão localizadas em relação às áreas necessárias para realização e complementação das osteotomias/ cortes ósseos propriamente ditos durante a cirurgia ortognática.

Assim algumas perguntas:

1- Qual o risco de lesão permanente, ou seja, não sentir mais meu lábio inferior após a cirurgia ortognática? A resposta depende muito da determinação e do conhecimento das respostas cicatriciais neurológicas em seu comportamento clínico, ou seja, o que o paciente está sentindo no lábio após a cirurgia ortognática na qual houve manipulação da estrutura neurológica e/ ou lesão neurológica.

O comportamento sensitivo pode mudar até um ano após a cirurgia, tempo no qual a maior parte das acomodações neurológicas periféricas e centrais ocorrem. Após esse período, a sensibilidade alterada torna-se permanente, com as acomodações tanto centrais quanto periféricas já ocorridas. Assim o "não sentir o lábio” somente poderá ser a do paciente que houver uma grande lesão nervosa, com interrupção da sua continuidade e uma grande destruição da sua estrutura, fato que não é inerente a cirurgia ortognática.

2- Qual o risco de lesão permanente, ou seja, não sentir mais meu lábio superior? O lábio superior tem um comportamento totalmente diferente com a probabilidade de recuperação sensitiva total muito elevada após a cirurgia ortognática, com os fatores modificadores como idade/ gênero/ procedimento cirúrgico executado ponderados mais sua acomodação sensitiva tende a ser próxima do normal.

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